Mayombe - 2 Temporada

Descrição do projeto e conceitos estéticos

   A obra é uma reflexão, envolta pelos ideais socialistas, sobre a dura realidade da sociedade angolana, sobre as perspectivas do movimento de libertação e da população local em relação aos princípios conflitantes do MPLA.

   Entre encontros e desencontros de ideias e ações, os nossos guerrilheiros são apresentados não como heróis, mas sim como pessoas comuns, cheias de falhas e conflitos pessoais. Pepetela desconstrói a imagem romantizada do MPLA. A partir de um olhar empírico, o autor critica ações que antes sequer eram mencionadas.

   Após o espetáculo é oferecido aos alunos um momento de aprofundamento e discussão com a palestra da Profa. Dra. Leilane Morais (USP).

   O projeto trabalha embasado na obra “Mayombe” de Pepetela. A obra é organizada em seis capítulos nos quais há variação do foco narrativo – um narrador onisciente e onipresente se intercala com as personagens, guerrilheiros do MPLA, no papel de narrador da história.

 Com isso, Pepetala demonstra que nem mesmo a revolução se organiza como um conjunto, sendo enxergada de forma diferente e conflitante pelos seus próprios membros. Cada um desses observadores-participantes, com origem, ideologia, visão e propostas próprias, possuem também ideais distintos que os impedem de lutar pela mesma unidade libertadora.

Proposta de Direção e Encenação

   A proposta de direção trás ao palco o diálogo do conceito confessionário presente dentre da religião Católica misturando-a com a dialética do agir / pensar dos guerrilheiros do MPLA. A voz de um narrador onisciente se intercala com os múltiplos narradores-personagens que se lançam em cena através de vídeos “paredões” no intuito de revelar as contradições existentes no pensamento de cada combatente.  

 

   A encenação do monólogo mistura elementos de interpretação narrativa através do personagem Narrador, com interpretações dramáticas dos personagens títulos Chefe do Depósito, Milagre, Lutamos, Comissário Político, Teoria, etc. Assim como há o diálogo entre das Vozes em Off dos personagens Sem Medo e da única figura feminina na obra Ondina.

           

   Estes recursos servem para potencializar o campo do imaginário do espectador, que ao não ter a referência visual das personagens, utiliza-se das qualidades vocais para compor as figuras dos personagens.

Ricardo Tejada

 Bacharel em Artes Cênicas pela UNICAMP.

   Ator, Diretor e Professor. Dirigiu os musicais "Viva L´Italia - Memórias de Nostra Terra" (2014) e "Natal Vintage" (2015). Os concertos "Cântico dos Cânticos" (2013), "Aquarelas do Meu Brasil" (2016). As peças O Cortiço (2017) e Mayombe em processo de criação (2018)

   Participou do National Institute of Dramatic Art - NIDA - OPEN DAY - Austrália – 2008. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Interpretação teatral e produção. Atuou nas peças “Tará Bão de Sár” (2011), direção de Márcio Tadeu, “Antígona” (2011), direção de Verônica Fabrini, “Canto em Cena” (2011), direção de Rodrigo Nasser, “Boca de Ouro” (2012), direção de Marcelo Lazzaratto, “O Mandato” (2012), orientação de Marcelo Lazzaratto.

Prof. Dra. Leilane Morais - Palestrante Convidada

   Leilane Morais é doutora, em Filologia e Língua Portuguesa, pela Universidade de São Paulo (USP), além de ser licenciada e mestre, em Letras, pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atualmente, ela dedica o seu tempo ao ensino das literaturas de língua portuguesa, bem como a pesquisas que envolvem a divulgação da língua e cultura do Brasil pelo mundo. 

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